Não sei contar cicatrizes. Olho-as sem saber quantas são.
Não te perdemos.
Estás a um passo. Sempre.
Estás a um sorriso. Dos teus.
Estás tão perto como estavas. Apenas sem físico.
Dar-te-emos a mão todos os dias como ta demos antes.
Não deixes de nos visitar. Queremos-te todos os dias.
Aqui em baixo sorrimos por ti.
Ainda nos fazes rir. Sempre.
Se é justo? Nunca.
Enquanto choro, lembra-te, aqui sorrimos por ti.
Sempre amigo.
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Sonho.
Corro ao lado do triste rio.
Este não me chama. Nem elas pois não sou Ulisses.
Deito-me contigo triste rio que me olhas com sono.
Que fado tens para mim?
Que olhos me dás hoje?
Com que mãos me tocas hoje?
Adeus triste rio.
Sejas tu quem fores.
Este não me chama. Nem elas pois não sou Ulisses.
Deito-me contigo triste rio que me olhas com sono.
Que fado tens para mim?
Que olhos me dás hoje?
Com que mãos me tocas hoje?
Adeus triste rio.
Sejas tu quem fores.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Parabéns Grande Amor.
Hoje o meu grande amor faz anos.
Hoje somos todos vermelho.
Hoje somos Eusébio, Rui Costa e Aimar.
Hoje somos Toni, Camacho e Jesus.
Hoje somos cachecóis e camisolas e suor e alegria.
Hoje somos golos.
Hoje somos vitórias e somos derrotas e empates.
Hoje e sempre sou teu e tenho-te como meu.
Os meus olhos nunca deixam de olhar-te e cumprimentar-te todos os dias ao longe.
Hoje somos bancadas cheias.
Hoje somos jogos melhores e jogos piores.
Hoje somos génios e cepos.
Hoje somos Benfica.
Parabéns ao meu grande amor.
Hoje somos todos vermelho.
Hoje somos Eusébio, Rui Costa e Aimar.
Hoje somos Toni, Camacho e Jesus.
Hoje somos cachecóis e camisolas e suor e alegria.
Hoje somos golos.
Hoje somos vitórias e somos derrotas e empates.
Hoje e sempre sou teu e tenho-te como meu.
Os meus olhos nunca deixam de olhar-te e cumprimentar-te todos os dias ao longe.
Hoje somos bancadas cheias.
Hoje somos jogos melhores e jogos piores.
Hoje somos génios e cepos.
Hoje somos Benfica.
Parabéns ao meu grande amor.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Avô
Queria falar do meu avô.
Queria apenas dizer coisas sobre meu avô.
Dizer que gosto de poder ver o meu avô todos os dias.
Dizer que gosto que o meu pai diga coisas ao meu avô que ele não percebe mas ri.
Gosto de ver a bola com o meu avô. Falar de bola com o meu avô.
Gosto de gostar do Benfica com o meu avô.
Gosto que o Benfica seja sempre beneficiado aos olhos do meu avô.
Gosto dos árbitros bandidos, dos pénaltis e dos golos anulados.
Gosto do meu avô.
Gosto do meu avô que tem mais de 80 anos e suporta pesos maiores do que aqueles que eu jamais suportarei.
Gosto que o meu avô se ria de mim. Para mim.
Gosto de tirar cafés ao meu avô. Servir vinho ao meu avô.
Gosto de poder tratar o meu avô por tu.
Gosto de não ser o neto preferido.
Gosto de dar a mesma prenda de natal ano após ano. E ele se esquecer dela ano após ano.
Olá avô.
Escrevo-te enquanto me puderes ler.
Até amanhã avô.
Queria apenas dizer coisas sobre meu avô.
Dizer que gosto de poder ver o meu avô todos os dias.
Dizer que gosto que o meu pai diga coisas ao meu avô que ele não percebe mas ri.
Gosto de ver a bola com o meu avô. Falar de bola com o meu avô.
Gosto de gostar do Benfica com o meu avô.
Gosto que o Benfica seja sempre beneficiado aos olhos do meu avô.
Gosto dos árbitros bandidos, dos pénaltis e dos golos anulados.
Gosto do meu avô.
Gosto do meu avô que tem mais de 80 anos e suporta pesos maiores do que aqueles que eu jamais suportarei.
Gosto que o meu avô se ria de mim. Para mim.
Gosto de tirar cafés ao meu avô. Servir vinho ao meu avô.
Gosto de poder tratar o meu avô por tu.
Gosto de não ser o neto preferido.
Gosto de dar a mesma prenda de natal ano após ano. E ele se esquecer dela ano após ano.
Olá avô.
Escrevo-te enquanto me puderes ler.
Até amanhã avô.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Relações.
Hoje beijei livros.
Hoje beijei os meus livros.
Beijei-os sem sentimento de solidão.
Não são eles os meus amigos.
São palavras que digo. Copiar livros pela boca.
Os meus olhos têm livros só deles.
Os meus ouvidos têm livros só deles.
A minha boca tem livros só dela.
Livros passeiam todos os dias. Não de mão dada.
Hoje beijei os meus livros. Com língua. Sem língua.
Os meus não correspondem sempre. Nem sempre.
Quando me compraste livros eles não corresponderam.
Hoje beijei os meus livros.
Amanhã poderá apenas ser um aperto de mão.
Boa noite ao papel que me ouve.
Hoje beijei os meus livros.
Beijei-os sem sentimento de solidão.
Não são eles os meus amigos.
São palavras que digo. Copiar livros pela boca.
Os meus olhos têm livros só deles.
Os meus ouvidos têm livros só deles.
A minha boca tem livros só dela.
Livros passeiam todos os dias. Não de mão dada.
Hoje beijei os meus livros. Com língua. Sem língua.
Os meus não correspondem sempre. Nem sempre.
Quando me compraste livros eles não corresponderam.
Hoje beijei os meus livros.
Amanhã poderá apenas ser um aperto de mão.
Boa noite ao papel que me ouve.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Não sei escrever sobre pés.
Vejo vários pés de Inverno.
Na minha casa existem vários pés de Inverno.
Na calçada Lisboeta vejo vários pés de Inverno.
O cheiro de pés de Inverno sempre mais quente que os pés de Verão.
Estações vão significando pouco.
Vejo casas com pés de Inverno.
Carros com pés de Inverno.
Paro na rua. Nu. Sem pés de Inverno.
Serão pés de Verão no Inverno.
Pés de Inverno no Verão.
Na minha casa existem vários pés de Inverno.
Na calçada Lisboeta vejo vários pés de Inverno.
O cheiro de pés de Inverno sempre mais quente que os pés de Verão.
Estações vão significando pouco.
Vejo casas com pés de Inverno.
Carros com pés de Inverno.
Paro na rua. Nu. Sem pés de Inverno.
Serão pés de Verão no Inverno.
Pés de Inverno no Verão.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Bolsos.
Cada vez mais cabeças apontadas para o chão.
Para os sapatos.
Para os bolsos.
O vazio não se encontra apenas neles.
Os sorrisos de quase todos há muito esmoreceram.
Não sei com que adjectivo me poderei classificar. E a vocês.
Vou tentar continuar a olhar o chão e esperar que aclare.
Para os sapatos.
Para os bolsos.
O vazio não se encontra apenas neles.
Os sorrisos de quase todos há muito esmoreceram.
Não sei com que adjectivo me poderei classificar. E a vocês.
Vou tentar continuar a olhar o chão e esperar que aclare.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Sentidos 1
Fica tudo cada vez mais cinzento.
Nunca foram grandes as divisões que ocupo mas os passos são cada dia menores.
Hoje não existem olhares.
Hoje não existem vozes.
Hoje não existem passos.
A minha voz foi comida pelo silêncio agonizante que tende a mastigar cada vez mais.
O silêncio consome-me hoje.
Amanhã espero pela visão.
Nunca foram grandes as divisões que ocupo mas os passos são cada dia menores.
Hoje não existem olhares.
Hoje não existem vozes.
Hoje não existem passos.
A minha voz foi comida pelo silêncio agonizante que tende a mastigar cada vez mais.
O silêncio consome-me hoje.
Amanhã espero pela visão.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Refeição.
Não chegava onde queria.
O garfo não chegava onde queria.
Não chegava ao fundo daquilo que queria comer.
Não chegava amiúde e desesperava.
Não comia o fundo da tua alma.
Tu comias o fundo da minha.
Corroer.
O garfo não chegava onde queria.
Não chegava ao fundo daquilo que queria comer.
Não chegava amiúde e desesperava.
Não comia o fundo da tua alma.
Tu comias o fundo da minha.
Corroer.
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